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16 de janeiro de 2019

Lei 5187/03 | Lei nº 5187 de 17 de setembro de 2003

Publicado por Câmara Municipal de São Bernardo do Campo (extraído pelo Jusbrasil) - 15 anos atrás

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DENOMINA "VICENTE LEPORACE E BRUNO TANCHELLA" PRAÇAS PÚBLICAS DO MUNICÍPIO. Ver tópico

Projeto de Lei nº 8/2003 - Vereadores Antônio José Vieira Júnior e Hiroyuki Minami WILLIAM DIB, Prefeito do Município de São Bernardo do Campo, faz saber que a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo decretou e ele promulga a seguinte lei:

Art. 1º Passa a denominar-se PRAÇA VICENTE LEPORACE, a área municipal codificada como B-11-7, ilustrada na planta L2-1047, do Conjunto Habitacional Copacabana, localizada entre as Ruas Ipanema, Urca, Copacabana e Arpoador. Ver tópico

Art. 2º Passa a denominar-se PRAÇA BRUNO TANCHELLA, a área municipal codificada como A-14-9, ilustrada na planta L3-303-A, do loteamento Parque Santo Antônio, localizada no alinhamento predial esquerdo da Rua Cacique Tibiriçá, distante aproximadamente 270,00 m (duzentos e setenta metros), da Praça Bartolomeu Ferrero. Ver tópico

Art. 3º Integra a presente lei Anexo Único contendo as biografias dos homenageados. Ver tópico

Art. 4º As despesas com a execução desta lei correrão à conta das dotações próprias do orçamento. Ver tópico

Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente as leis 3.871, de 06 de dezembro de 1991 e 4.108, de 10 de agosto de 1993. São Bernardo do Campo, em 17 de setembro de 2003 Ver tópico

WILLIAM DIB

Prefeito

CARLOS ROBERTO MACIEL

Secretário de Assuntos Jurídicos

JOSÉ ROBERTO DE MELO

Secretário de Governo

GILBERTO FRIGO

Secretário de Serviços Urbanos

MAURÍCIO SOARES DE ALMEIDA JÚNIOR

Secretário de Administração

NEWTON JOSÉ DE CAMARGO

Chefe ANEXO ÚNICO A QUE SE REFERE A LEI Nº 5187/2003 Biografia: VICENTE FIDERICE LEPORACE.

Vicente Fiderice Leporace, nasceu em São Tomaz de Aquino - Minas Gerais - em 26 de janeiro de 1912, filho de Guerino Leporace e Mariana Gramani Leporace.

Faleceu em São Paulo, vitimado por edema pulmonar, em 16 de abril de 1978, um domingo, após ter passado a tarde no Embu das Artes.

Era casado com dona Yvone de Biasi Leporace, com quem teve dois filhos: Eduardo e Liana. Eduardo, arquiteto; chegou a trabalhar em rádio, participando do "Show de Rádio" do tio Estevão Sangirardi, seu concunhado, foi seu sucessor na presidência do Lar Mãe Mariana, entidade beneficente que tem o nome da mãe de Leporace.

O irmão Sebastião Leporace também foi radialista, militando muitos anos na Rádio Cultura de Poços de Caldas.

Participou, e tinha muito orgulho disso, da Revolução Constitucionalista de 1932. Só saiu da luta ferido. Levou um tiro na virilha e teve direito a promoção. Que de nada valeu, porque São Paulo perdeu.

Era corintiano e ademarista assumido. Um ano antes de sua morte, o Corinthians acabou com o jejum de 23 anos sem título, dando-lhe uma alegria que não vivia desde 1954. Começou sua carreira na Rádio Clube Hertz de Franca, quase por acaso. Em 1928 ele trabalhava numa casa que vendia aparelhos de rádio e fonógrafos. Um dia faltou um locutor na Rádio Hertz e o chamaram para ocupar o espaço e anunciar o prefixo da emissora e mudar o disco.

Em 1934, a Rádio Clube Hertz já era oficializada - uma das mais antigas do Brasil - e Leporace participou do concurso para locutor, tirou o segundo lugar. O primeiro ficou com Xisto Guzzi, que fez sucesso, depois, como rádio-ator e humorista na extinta Rádio Tupi de São Paulo. No mesmo ano, depois de efetivado na emissora francana, Leporace foi para Santos, onde ingressou na Rádio Atlântica. Trabalhou em São Paulo nas Rádios Cruzeiro do Sul (depois Piratininga), Record, América e Bandeirantes.

Por um breve período, por volta de 1946, trabalhou na Rádio Mairink Veiga do Rio de Janeiro. Grande parte de sua carreira se desenvolveu na Record - no rádio, onde começou sua atuação como comentarista cáustico apresentando o "Jornal da Manhã" - e na televisão, onde por muitos anos, na década de 50 e até inicio dos anos 60, comandou programa infantil de grande audiência, a "Gincana Kibon".

Participou como convidado de uma novela da extinta TV Excelcior, que obteve altos índices de audiência, "Redenção", estrelada por Francisco Cuoco e Miriam Meller.

Deixou seu nome também marcado nas telas, tendo participado de vários filmes da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, como "Pulga na Balança", "Sai da Frente", "Nadando em Dinheiro" (estes dois estrelados por Mazzaropi), "É proibido beijar" - Comédias - e o sério "Na Senda do Crime", em que fez o papel de policial. Fora da Vera Cruz, trabalhou em "Luar do Sertão".

Fez também incursões na música. Em parceria com Hervê Cordovil, compôs "Prelúdio", "Pode Ficar", "Jangada" (gravada por Silvio Caldas), "Sobra Alongada" e "Onde estou", gravada por Almir Ribeiro, pouco antes da morte do cantor, cuja letra foi tida como premonição.

Ao sair da Record, teve breve passagem pela Rádio América, na época pertencente à Bandeirantes, onde apresentou um programa noturno de comentários chamado "O Morcego", em parceria com o humorista e publicitário Sérgio de Andrade, mais conhecido como Arapuá, autor da coluna "Ora Bolas", publicada na Última Hora e em outros jornais da capital.

Ao se transferir para a Bandeirantes, inicialmente se incumbiu da apresentação de um programa de crítica de discos, o "Laboratório Musical", onde com sua irreverência, reduzia a insignificância lançamentos de que não gostava. Em 1963, o titular do horário das 8 horas, Luiz Ayala (falecido em agosto de 1998, em Salvador-BA), que apresentava "A Hora do Arara", se candidatou a vereador, perdeu a eleição e saiu da Bandeirantes. Era a oportunidade que Leporace aguardava.

"O Trabuco", programa que apresentou entre 1963 e 1978, na Rádio Bandeirantes, marcou sua fase madura, grande parte vivida sob o regime militar. Teve problemas algumas vezes, chegando a ficar detido em dependências da Polícia Federal, em 1968, por ter dado a público uma informação sigilosa, que depois se confirmaria: a desvalorização do cruzeiro. Pelos comentários contundentes que fazia, foi processado vinte e seis vezes por calunia e difamação pela fabrica de Automóveis Presidente, do visionário empresário Nelson Fernandes, que atuava no ramo imobiliário, na Zona Norte.

Memorável foi sua entrevista com o homem forte da Economia brasileira, Roberto Campos, no início da Revolução de 64. Eram duas inteligências, esgrimindo a palavra, cada qual com seus argumentos, para encanto dos ouvintes. Leporace também participou, como comentarista, do Jornal "Titulares da Notícia", da TV Bandeirantes, criação do saudoso Alexandre Kadunc, no início dos anos setenta, que tinha na figura de Maurício Loureiro Gama, o "âncora" dos tele-jornais de hoje.

No seu velório, São Paulo tributou uma das maiores homenagens já vistas na cidade. Gente de todas as condições sociais afluiu ao Teatro Bandeirantes (na avenida Brigadeiro Luiz Antônio) para se despedir daquele que foi a voz dos "sem voz".

Foram quarenta e cinco anos de carreira, sempre em favor dos mais fracos. Leporace não era só o radialista, o jornalista atilado, que destrinchava a notícia como ninguém. Era um verdadeiro "show-man".

Para sucede-lo, no horário líder de audiência, a bandeirantes lançou, no dia 18 de abril de 1978, e mantém no ar até hoje (22 anos depois) o "Jornal da Bandeirantes GENTE", inicialmente, até 1985, com o trio Joelmir Betting, Salomão Esper e José Paulo de Andrade. De 1995 para ca, juntaram-se à dupla, como comentaristas, os tarimbados repórteres José Nello Marques e Marcelo Parada, jornalista que é hoje o Diretor-Geral da Rede Bandeirantes de Rádio.

Como gosta de proclamar José Paulo "para substituir Leporace, na época, precisou de três".

Biografia: BRUNO TANCHELLA.

Bruno Tanchella, nasceu no dia 29 de outubro de 1912. Era filho de Giusepe Tanchella e Ada Liparelli, provenientes de Mantova - Itália. Imigraram para o Brasil no final do século passado. Seus pais sempre trabalharam ligados a construção civil.

Casou-se com a Sra. Teresina Canalli Tanchella, em 27 de janeiro de 1939, em São Bernardo do Campo e teve uma filha Teresinha Tanchella Rubinho, casada com o Sr. Jair Rubinho.

Sua família nasceu em Santo Amaro, São Paulo e migraram para o Município em 1933, para trabalhar nas indústrias de móveis e suas irmãs nas tecelagens, sendo que Bruno Tanchella sempre permaneceu no ramo moveleiro. Todos os seus ascendentes se notabilizaram pela vida de trabalho e modéstia.

Bruno Tanchella, passou a maior parte da infância em Santo Amaro, tendo feito seus primeiros estudos no Grupo Escolar local.

Posteriormente, especialmente como técnico eletrônico, função que exercia para complementar seus ganhos, tendo como profissão principal a de lustrador de móveis.

Após sua migração para o Município, em 1933, sempre morou na cidade, trabalhando para o desenvolvimento de São Bernardo do Campo. Freqüentou muitos anos a Sociedade Italiana.

Faleceu em 10 de junho de 1988.

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